Autoridades religiosas e integrantes da sociedade organizada se reuniram pela segunda vez nesta segunda-feira (5), com o objetivo de criar o Conselho de Segurança de Guarabira. A iniciativa é do padre Adauto Tavares, vigário da paróquia de Nossa Senhora da Luz, e é motivada pelo aumento da violência em alguns municípios da região, notadamente a cidade de Mari.
Conselho semelhante foi criado na cidade de Areia, no Brejo, e o religioso teve participação efetiva quando na oportunidade coordenava a paróquia daquele município. “Nós tivemos uma experiência muito bonita em Areia; eu, padre, tivemos o comandante da PM, que também era pastor, o pessoal da Polícia Civil, o juiz, o promotor e fomos a todas as escolas do município de Areia. Reunimos os pais, os educadores e conseguimos juntar os estudantes em cada escola e no final foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta”, disse Adauto.
Pelo TAC assinado com os responsáveis, se o aluno desobedecesse na escola ou quebrasse algo, ele tinha de passar 15 dias lavando o banheiro da escola no final do expediente e o juiz era comunicado sobre a quebra do termo.
A última reunião mais uma vez não contou com representantes da Justiça nem do Ministério Público, mesmo tendo sido convidados. O padre Adauto criticou a Justiça e o MP por causa das regalias de juízes e promotores que trabalham apenas três dias por semana e pelo fato de muitos não morar em Guarabira.
“Eu lamento quando a gente tem em Guarabira cinco juízes e talvez um ou dois morem na cidade. São juízes e promotores TQQ, terça, quarta, quinta e acabou-se; segunda e sexta elas não aparecem. Então como é que um juiz que é titular de uma comarca não está na sua cidade para cuidar dos seus processos? Eu não consigo entender. Como é que um promotor não está na cidade para resolver os problemas? Eles são funcionários nossos, nós pagamos os salários deles para eles resolver os problemas nossos”, alfinetou o padre.
A reunião contou com as presenças do bispo da diocese do Brejo, Dom Lucena, do sub-comandante do IV BPM, major Givaldo Medeiros, do vice-prefeito Josa da Padaria, do vereador Beto Meireles e outros representantes de entidades. Um novo encontro vai acontecer no mês de abril para a escolha dos integrantes do Conselho de Segurança que deve atuar em municípios da região com índice preocupante de violência.
Jota Alves
Conselho semelhante foi criado na cidade de Areia, no Brejo, e o religioso teve participação efetiva quando na oportunidade coordenava a paróquia daquele município. “Nós tivemos uma experiência muito bonita em Areia; eu, padre, tivemos o comandante da PM, que também era pastor, o pessoal da Polícia Civil, o juiz, o promotor e fomos a todas as escolas do município de Areia. Reunimos os pais, os educadores e conseguimos juntar os estudantes em cada escola e no final foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta”, disse Adauto.
Pelo TAC assinado com os responsáveis, se o aluno desobedecesse na escola ou quebrasse algo, ele tinha de passar 15 dias lavando o banheiro da escola no final do expediente e o juiz era comunicado sobre a quebra do termo.
A última reunião mais uma vez não contou com representantes da Justiça nem do Ministério Público, mesmo tendo sido convidados. O padre Adauto criticou a Justiça e o MP por causa das regalias de juízes e promotores que trabalham apenas três dias por semana e pelo fato de muitos não morar em Guarabira.
“Eu lamento quando a gente tem em Guarabira cinco juízes e talvez um ou dois morem na cidade. São juízes e promotores TQQ, terça, quarta, quinta e acabou-se; segunda e sexta elas não aparecem. Então como é que um juiz que é titular de uma comarca não está na sua cidade para cuidar dos seus processos? Eu não consigo entender. Como é que um promotor não está na cidade para resolver os problemas? Eles são funcionários nossos, nós pagamos os salários deles para eles resolver os problemas nossos”, alfinetou o padre.
A reunião contou com as presenças do bispo da diocese do Brejo, Dom Lucena, do sub-comandante do IV BPM, major Givaldo Medeiros, do vice-prefeito Josa da Padaria, do vereador Beto Meireles e outros representantes de entidades. Um novo encontro vai acontecer no mês de abril para a escolha dos integrantes do Conselho de Segurança que deve atuar em municípios da região com índice preocupante de violência.
Jota Alves
e melhor esses religios cuida de suas ovenhas q estao despecas
ResponderExcluirNota Pública
ResponderExcluirEm virtude de declarações do padre Adalto Nunes, pároco da catedral de Nossa Senhora da Luz, da cidade de Guarabira, que foram publicadas em alguns sites, a Associação dos Magistrados da Paraíba vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:
A respeito do comentário depreciativo sobre o horário de trabalho dos juízes que atuam na comarca de Guarabira, a AMPB ressalta que os magistrados que atuam na citada comarca vêm desempenhando seu ofício, junto aos processos sob sua responsabilidade, com rigor e presteza. Tais magistrados cumprem seu horário de trabalho de segunda a sexta-feira, atendendo a população daquele município com a seriedade e responsabilidade que o cargo requer.
Portanto, a AMPB repudia a declaração feita pelo padre Adauto Nunes de que os magistrados só trabalham em alguns dias da semana, tendo em vista que tal afirmação não corresponde à verdade. Os juízes da já citada comarca têm atuação exemplar e condizente com sua função, sendo lamentáveis afirmações públicas infundadas e de caráter genérico que terminam por levar a opinião pública a desacreditar nos serviços do Poder Judiciário, fato que causa prejuízos para a própria democracia.
Além disso, a AMPB estranha que tal declaração venha a público sem qualquer contato prévio com os magistrados para que seja preservado o princípio ético do bom jornalismo de sempre ouvir os dois lados da questão.
Em comarcas do interior, a exemplo de Guarabira, os juízes enfrentam dificuldades para desenvolver seu trabalho, sobretudo com falta recursos humanos e financeiros, além de, devido ao número insuficiente de magistrados, acumularem processos de comarcas vizinhas e atuar concomitantemente na Justiça Eleitoral. Isto comprova o esforço de nossa magistratura que, mesmo sem condições adequadas, trabalha em busca de um serviço judicial garantidor do direito dos cidadãos.
Por fim, a Associação dos Magistrados da Paraíba espera que prevaleça o respeito ao Poder Judiciário e a seus magistrados, como resguardo à ordem democrática.
João Pessoa, 08 de março de 2012.
Juiz Antônio Silveira Neto
Presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB)
Esse padre e conhecido por onde passou como um grande fanfarrao! É um individuo extremamente deselegante em relaçao as suas opinioes a exemplo das que externou em relaçao ao corpo de magistrados da guarabira! Com os juizes o buraco e mais embaixo Sr. Padre! Um Juiz nao é sacristao pra viver em funçao dos mandados de um pároco nao. Os Juizes realmente têm muitas atribuiçoes e a categoria faz um trabalho heroico na paraiba contra bandidos da pesada e merecem respeito e reconhecimento publico, principalmente da igreja que é formadora de opiniao e nao pode mobilizar as massas contra a magistratura fazendo com que a categoria cai em descredito publico. O mesmo padre tem por feitio humilhar e definir funcionarios publicos em geral como incapazes de realizar suas funçoes, porem esquece que assim como os juizes, os funcionarios quando concursados, ja provaram que estao aptos a desempenhar funçoes publicas, mas sera que os padres estao? sera que é mesmo funçao de um padre se meter em CONSEG? Sera que nao há outra cumbuca pra um paroco meter o bedelho? Sera que o estatus de membro do CONSEG é motivo de promoçao dentro da hierarquia clerical? Ficam as perguntas e a reflexao a despeito dos poderes: sera que a igreja quer ser o 4 poder, inclusive com poder de mando sobre o judiciario????
ResponderExcluir