sábado, 2 de outubro de 2010

Cássio lidera disputa pelo Senado com 53%; Vital e Efraim disputam voto a voto o 2° lugar

A última pesquisa Ibope divulgada na noite deste sábado (2) mostra que o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) lidera a disputa pelo Senado Federal com 53% das intenções de votos. O deputado federal Vitalzinho (PMDB) aparece com 36% dos votos, enquanto Efraim Morais (DEM) figura com 33% das citações. Esses números levam em consideração os votos totais.

O peemedebista Wilson Santiago tem 22% das intenções. O Ibope ainda revela que 19% dos entrevistados citaram apenas uma intenção de voto, descartando o segundo voto. O percentual de votos brancos e nulos chega a 18% e os indecisos somam 7% dos entrevistados.

A pesquisa que foi contratada pela TV Cabo Branco custou R$ 50.050 e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) sob o protocolo nº 33914/2010. A verificação foi feita pelo Ibope durante o período de 29 de setembro e 2 de outubro com 1.204 eleitores paraibanos entrevistados em 59 municípios.

O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada considerando um modelo de amostragem aleatório simples, é de 3(três) pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

Evolução dos candidatos ao senado

Considerando os votos totais, que incluem os votos brancos, nulos e os eleitores que ainda estão indecisos, a pesquisa Ibope traz os seguintes números: Cássio Cunha Lima cresceu quatro pontos e continua na liderança com 53% das intenções. Embora apresentem empate técnico, Vitalzinho e Efraim Morais registraram aumento de percentuais em relação à pesquisa passada. O candidato do PMDB agora tem 36%, enquanto o democrata apresenta 33%.

Na contramão dos concorrentes, Wilson Santiago teve um decréscimo de dois pontos. Enquanto na pesquisa passada, realizada em setembro, ele alcançava 24% das intenções de voto, agora tem 22% do eleitorado.

Um fato a ser destacado é que, mesmo os eleitores tendo direito de votar em dois candidatos, 19% dos entrevistados citaram apenas uma intenção de voto, descartando o segundo voto. Isso se reflete também no percentual de votos brancos e nulos, 18%. Os indecisos somam 7% dos entrevistados.

Paraiba1

Ibope revela que diferença entre Zé Maranhão e Ricardo Coutinho cai para cinco pontos; diferença caiu 12 pontos em duas semanas

A última pesquisa Ibope divulgada neste sábado pela TV Cabo Branco revelou uma reviravolta no cenário político paraibano. O candidato à reeleição, o governador José Maranhão (PMDB), aparece com 47% dos votos, enquanto Ricardo Coutinho (PSB), figura com 42% das intenções. A diferença entre os candidatos caiu para 5%. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos o que revela um acirramento na disputa.

Os candidatos, Nelson Júnior (PSOL) e Chico Oliveira (PCB) aparecem cada um com 1% dos votos. Marcelino Rodrigues (PSTU) e Lourdes Sarmento (PCO) não pontuaram. Os votos em branco ou nulo somaram 4% e indecisos ficaram em 5%.

Na última pesquisa Ibope divulgada no dia 17 de setembro o candidato à reeleição aparecia com 51% das intenções de voto, enquanto o seu principal adversário, Ricardo Coutinho, apareceu com 34% das citações dos entrevistados. A diferença entre os dois governáveis era de 17%. Os votos em branco ou nulo somaram 6% e indecisos ficaram em 8%.

A pesquisa que foi contratada pela TV Cabo Branco, custou R$ 50.050 e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) sob o protocolo nº 33914/2010.

A consulta foi feita pelo Ibope durante o período de 29 de setembro e dois de outubro com 1.204 eleitores paraibanos. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

PolíticaPB

Resposta a Raniery Paulino

Acredito que não seja privilégio meu trabalhar numa emissora de rádio em que um agente político é acionista nesse país. Afinal o próprio deputado Raniery também é acionista de uma rádio em Guarabira e, nem por isso, as notícias por meio dela veiculadas são falsas ou suspeitas.

Estão em nosso poder os áudios das entrevistas concedidas à imprensa pelas denunciantes Geiziane Ferreira de Sousa , moradora do conjunto Assis Chateaubriand e Joelma da Silva, que reside no conjunto Alda Pimentel.

Devo informar que o radialista Levi Ramos, da Rádio Rural de Guarabira, empresa pertencente ao empresário João Rafael de Aguiar, que anunciou recentemente voto em Roberto Paulino e Maranhão, também noticiou o fato para toda Paraiba, o que põe por terra argumento de motivação política de nossa parte.

O deputado precisa explicar porque as cestas básicas foram entregues na calada da noite da última quinta-feira (1), no conjunto Alda Pimentel, como denunciou a senhora Joelma da Silva, e porque somente nas residências aonde tinha foto dele e de seu pai, segundo a senhora, as pessoas foram contempladas.

Na cesta básica, distribuída pela Prefeitura de Guarabira, há farto volume de feijão que pode ter sido proveniente da Conab, já que o Município recebeu recentemente um caminhão de feijão da Conab, assim como outros municípios paraibanos. O parlamentar deve explicações, não a mim, mas ao povo paraibano sobre essa suspeita distribuição de cestas básicas em véspera de eleição.

Jota Alves


Raniery rebate acusações e nega compra de votos: “temos uma vida limpa e a PB toda conhece”

O deputado estadual Raniery Paulino (PMDB), em contato com o PolíticaPB na tarde deste sábado (2), negou qualquer envolvimento dele, da sua mãe Fátima Paulino (PMDB), e do seu pai, Roberto Paulino (PMDB) nas acusações de troca de cestas básicas por voto no município de Guarabira. Segundo o parlamentar, que disputa a reeleição, não é prática da sua família esse tipo de expediente para vencer uma eleição.

“Nunca precisamos disso para se eleger. Eu e minha família temos uma vida limpa e sempre ganhamos as eleições de uma forma limpa e honesta sem precisar comprar voto de ninguém porque temos um serviço prestado, como homens públicos, a Guarabira e a toda Paraíba”, afirmou o parlamentar, acrescentando que já pediu a investigação da Polícia Federal. "Por mim os policiais ficam lá hoje a amanhã", completou.

Raniery disse ainda que as denúncias são suspeitas já que foram feitas por um radialista ligado, segundo ele, ao seu inimigo político, Zenóbio Toscano (PSDB). “Isso é muito suspeito já que essa denúncia partiu de um radialista que trabalha na rádio de Léa Toscano”, frisou o deputado.

O deputado informou também que vai procurar a justiça para solicitar a investigação das denúncias. “Vamos solicitar a investigação porque isso está cheirando a armação dos adversários. Nunca, nunca, nunca precisamos disso para vencer uma eleição e também não concordamos com esse tipo de prática. Temos uma vida limpa. Sou Ficha Lima e não uso as mesmas práticas de Cássio Cunha Lima nem dos seus aliados”, finalizou.

PolíticaPB


Alô Alagoinha!!! Aquele abraço é no Folia 40

Para encerrar a campanha política das eleições 2010 o abraço foi o tema escolhido para que as pessoas demonstrem todo seu amor pela cidade.

O abraço faz bem para o coração. Embalar alguém com nossos braços – e ser envolvido de volta – dá um bem-estar danado. O abraço transmite uma sensação de proteção e de acolhimento. O abraço é sempre recíproco, não é unilateral!

Por isso, daqui a pouco, Alagoinha vai se abraçar e percorrer todas as ruas da cidade num grande abraço final para o maior e mais bonito arrastão da campanha.

Abrace e seja abraçado!


Tiriricar é preciso???


Navegadores antigos tinham uma frase espetacular:

“Navegar é preciso; viver não é preciso".

Hoje, eleitores contemporâneos têm uma frase fantástica:

Tiriricar é preciso!

Nas eleições 2010 surge em forma de protesto uma nova palavra na língua portuguesa: o neologismo Tiriricar. A tiriricarização pode tornar-se um fenômeno nacional.

Ele é o candidato mais comentado desta eleição. Com o slogan "Pior que tá não fica", o palhaço lidera as pesquisas em São Paulo e, caso o Ministério Público não consiga barrar sua candidatura, deve vencer a disputa para deputado federal e carregar outros menos votados.

Cid Cordeiro

TSE decide divulgar votos de candidatos barrados pela Justiça

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na noite desta sexta-feira (1) divulgar os votos recebidos pelos candidatos barrados pela Justiça. A publicidade acontecerá de forma separada do resultado oficial da eleição. Entre os candidatos com registro indeferido estão alguns considerados “ficha suja”. Ao todo, o TSE já recebeu 1,9 mil recursos de candidaturas impugnadas.

A proposta de divulgar os votos de candidatos que tiveram o registro indeferido foi levada ao plenário pelo presidente Ricardo Lewandowski. O pedido para que se divulgasse os votos partiu do PP. O presidente do TSE conversou com a área técnica do tribunal e sugeriu a divulgação dos votos no site do tribunal após a totalização oficial dos votos.

Os votos dos candidatos barrados serão divulgados de forma separada, sem que se misture estes votos com os dos outros que disputam a eleição. Estes votos também não serão computados na hora de se proclamar o resultado das urnas. Se posteriormente o candidato obtiver na justiça uma decisão que libere seu registro, os votos serão incluídos dentro da totalização oficial.

O ministro Marco Aurélio Mello foi o único que questionou a regra. Ele entende que os votos deveriam ser divulgados juntos. Alertado que a área técnica disse não mais ser possível fazer mudança nos sistemas, ele acompanhou a decisão da divulgação em separado.

Até as últimas eleições, os votos em candidatos nessa situação iam para a legenda, ou seja, eram contabilizados na hora de calcular quantas vagas cada partido teria no Congresso, por exemplo. Uma mudança na legislação, porém, determinou que esses votos sejam considerados nulos.

O ministro Marco Aurélio, porém, já adiantou que pretende questionar essa mudança. Ele sugeriu que a alteração não teria força para “derrubar” o código eleitoral neste aspecto. Marco Aurélio disse que pretende ainda discutir este tema em plenário em outra ocasião.

G1

Colisão gera transtornos para motoristas no centro de Guarabira


As alterações no trânsito implementadas pela prefeita Fátima Paulino continuam dando mostra de que o tráfego de veículos no centro da cidade ficou mais enrolado.

Nesta sexta-feira (1), uma pequena colisão envolvendo um caminhão baú da empresa Almeida Distribuidor de Materiais de Construção e um corsa, conduzido por um motorista de transporte alternativo, provocou congestionamento de 30 minutos.

O caminhão descia do bairro novo e tentou fazer manobra em direção á Avenida rui Barbosa quando colidiu com o corsa. A polícia, que faz às vezes de semáforo, fez o levantamento da ocorrência e os condutores entraram em acordo.

O baú ficou atravessado na via causando transtornos e irritação a motoristas que tentavam seguir viagem.

Jota Alves

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Prefeitura de Guarabira dá cesta básica com santinho de candidatos do PMDB e Polícia Federal será acionada



A prefeita de Guarabira Fátima Paulino está sendo acusada de utilizar a máquina pública em favor de seus candidatos, que disputam mandatos nas eleições do próximo domingo.

A denúncia partiu de duas moradoras que confirmaram terem recebido cesta básica das mãos de um funcionário da Secretaria de Ação Social, mesmo sem estarem cadastradas em programa social da Prefeitura.

A primeira a denunciar foi a senhora Geiziane Ferreira de Sousa, moradora do conjunto Assis Chateaubriand, que foi até a secretaria e recebeu a cesta básica contendo, gêneros alimentícios com a maior parte sendo de feijão e arroz.

“Daniel (funcionário da Prefeitura) me deu a cesta básica e dentro tinha uma chapinha de Raniery, Roberto Paulino, Zé Maranhão, Vitalzinho e Wilson Santiago e ele me pediu para votar. Só peguei porque estava precisando”, contou a mulher.

Na comunidade Alda Pimentel, na saída para Mari, também foi registrada um suposto crime eleitoral na mesma modalidade. A senhora Joelma da Silva relatou à imprensa que recebeu a visita de um funcionário da Prefeitura num dia e depois recebeu a cesta.

“Eles passaram aqui nas casas colando retratos de Roberto e Raniey e quando foi ontem (quinta-feira, 30) à noite ele veio entregar e que tirou o retrato, o retrato grande ou rasgou não recebeu a cesta. Só recebi porque deixei a foto lá e Daniel pediu para votar nos candidatos da prefeita”, disse Joelma.

O caso foi parar na delegacia e as duas prestaram depoimento que será encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral para que sejam adotadas as providências. Segundo o advogado Cláudio Cunha, que acompanhou as denunciantes, constituído pela coligação Uma Nova Paraíba, “há indícios claros de uso da máquina para fins eleitoreiros e a coligação irá representar para que a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal possam investigar o ilícito”, falou Cunha.

Jota Alves

Marcus Odilon rompe com José Maranhão e adere a Ricardo Coutinho

As relações entre o prefeito de Santa Rita, Marcus Odilon Ribeiro Coutinho (PMDB) e o governador José Maranhão (PMDB), candidato à reeleição pela coligação “Paraíba Unida”, que já não andavam bem há algum tempo, azedaram de vez nesta quarta-feira (29/09). O gestor não só rompeu relações políticas e institucionais com o Palácio da Redenção como prometeu pintar o município – que é o terceiro maior colégio eleitoral do Estado, atrás apenas de João Pessoa e Campina Grande – com a cor da campanha do ex-prefeito da capital, Ricardo Coutinho (PSB), candidato a governador pela coligação “Uma Nova Paraíba”.

“Santa Rita vai amanhecer laranja a partir de amanhã (quinta-feira, 30)”, teria confidenciado Odilon a um deputado da base de sustentação do ex-governador e candidato ao Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB) na Assembleia Legislativa. Segundo fontes ligadas ao prefeito, Odilon já teria encomendado farto material de campanha ao Comitê “ricardista”.

O prefeito, com esta decisão, segue os passos do seu filho, o deputado estadual e Quinto de Santa Rita (PMDB), que este ano disputa uma vaga na Câmara Federal, que já havia rompido politicamente com Maranhão por conta do tratamento que vinha recebendo nos órgãos governamentais.

Além do mais, Quinto de algum tempo se queixava da “invasão” de outros candidatos à Câmara Federal no seu principal reduto político, com a aquiescência do governador José Maranhão que nada fez para solucionar o problema junto aos demais candidatos governistas, inclusive o seu sobrinho, Benjamim Maranhão (PMDB), que estaria, segundo Quinto, “investindo pesado”, no município.

Além de não atender aos pleitos do deputado, o Governo do Estado também vinha deixando de cumprir compromissos assumidos com o município. Marcus Odilon e Quinto ainda tentaram uma trégua, na semana passada, por ocasião do grande comício da coligação “Paraíba Unida” realizado em Santa Rita.

Como tudo continuou como estava antes do evento, Marcus e Quinto decidiram radicalizar contra Maranhão e garantem que a posição assumida nesta reta final de campanha não tem volta. Os dois asseguram que não vão medir esforços para derrotar na região polarizada Maranhão por Santa Rita.

PBAcontece

Cásssio: candidatura jurídica perfeita

O Tribunal Superior Eleitoral é realmente uma caixinha de surpresas. Depois de ter respondido a uma consulta sobre o Ficha Limpa de forma muito mais rigorosa, o TSE apareceu na noite de hoje como uma nova roupagem.

Em dois julgamentos, enquadrou a Ficha Limpa com base no respeito ao princípio da retroatividade e abriu para o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) uma janela por onde poderão passar todos os milhares de votos que o tucano pretende ter nesta eleição, conforme revelam as pesquisas.

Primeiro, deferiu registro do ex-governador Jackson Lago (MA), que sofreu a agonia da cassação na mesma época do ex-governador paraibano. Depois, de forma bem mais clara, deferiu o registro da candidatura de um candidato a deputado estadual em Pernambuco que apresentava a exata situação de Cássio.

Por 5 votos a dois, com direito a aval de Carmem Lúcia e Ricardo Lewandovisk, que aplicavam o Ficha Limpa com rigor, os ministros entenderam que a nova lei não pode retroagir para ampliar inelegibilidades decorrentes de ações eleitorais como uma AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral).

O candidato pernambucano, assim como Cássio, foi cassado depois de eleito em 2006 e cumpriu inelegibilidade de três anos. O TSE entendeu que se a própria Justiça Eleitoral concedeu a inelegibilidade de três anos e, ao retroagir para ampliar um ato jurídico perfeito, a Ficha Limpa estaria violando princípio da retroatividade, atingindo, inadequadamente, coisa julgada.

Tudo o que os advogados de Cássio e o próprio tucano sempre disseram: cometeu o crime, foi condenado e pagou pela condenação. Ato jurídico perfeito. Assim como parece que será a candidatura do ex-governador Cássio Cunha Lima.

O TSE sinalizou pelo deferimento da candidatura do tucano. Antes ou depois do dia 3. Não importa. O que está claro é que todas as “mandingas” feitas contra a candidatura do ex-governador estão muito perto de dar errado.

Quem entrou na campanha apostando em ganhar com voto dos ministros, vai ter que correr para conquistar os votos dos paraibanos.

Luís Tôrres

Lei da Ficha Limpa: Corte do TSE libera candidatura de Jackson Lago

Por maioria dos votos, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantiveram o registro de Jackson Lago (PDT) ao governo do Maranhão. Ele teve a candidatura contestada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), com base na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10), por conta de condenação por abuso de poder político nas eleições de 2006. O caso de Lago é muito parecido com o do candidato a Senador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), que está com um recurso em andamento também no TSE.

No Maranhão, o Tribunal Regional Eleitoral local (TRE-MA) não aplicou as novas regras de inelegibilidade usando como argumento o princípio da anualidade. Dos sete ministros da corte, quatro entenderam que Jackson Lago deve ter o registro liberado por conta do tipo de instrumento jurídico usado na época para cassar o mandato do pedetista. Como foi usado um recurso contra expedição de diploma (RCed), não houve, durante o julgamento original, a decretação da inelegibilidade de três anos, como previa a antiga redação da Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar 64/90). "Na época, não houve decretação da inelegibilidade. Então, não é possível conceder o recurso", afirmou o relator do caso, Hamilton Carvalhido.

Acompanharam o relator os ministros Arnaldo Versiani, Marcelo Ribeiro e Marco Aurélio Mello. Os dois últimos, além de concordar com os argumentos do relator, acrescentaram que a ficha limpa deveria obedecer o artigo 16 da Constituição Federal, que prevê o princípio da anualidade para leis que alteram o processo eleitoral. Por maioria, o TSE entendeu, na análise de duas consultas e de casos específicos, que as novas regras não modificam o processo e não são pena, mas sim critério de inelegibilidade.

A divergência foi inaugurada pelo presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, que adiantou seu voto na tentativa de convencer os colegas de corte a barrarem Jackson Lago. Para ele, com a Lei da Ficha Limpa, instrumentos como o RCed e a ação de impugnação de mandato eletivo (Aime), também têm poder, agora, de decretar inelegibilidade. Antes, a jurisprudência da corte não permitia. "Todas servem para apuração do abuso de poder", afirmou Lewandowski, que foi acompanhado pela ministra Cármen Lúcia e pelo ministro Aldir Passarinho Junior, que é o relator do recurso de Cássio Cunha Lima.

Lago foi cassado pelo TSE, no ano passado, por abuso de poder político. Na época, os ministros entenderam que, em um evento do governo do Maranhão meses antes das eleições de 2006, configurou a irregularidade por conta de um discurso do chefe do Executivo na época, José Carneiro Tavares (PSB), afirmando que "muitos candidatos que estão aqui presentes são bons para o Maranhão, não a filha de um senador". A referência era a Lago e ao ex-ministro Edson Vidigal, que estavam presentes, e à adversária Roseana Maranhão, que acabou herdando o cargo com a cassação do pedetista.

Congresso em Foco