

A concentração começou a receber foliões por volta das 18h da sexta. Às 22h, as praças, os arredores e a Avenida Visconde de Pelotas haviam se transformado em um mar de gente. Crianças, idosos, jovens e adultos de todas as idades prestigiaram o evento. Segundo Buda Lira, um dos coordenadores do bloco, as duas concentrações ainda não foram suficientes para comportar tanto cafuçu. “No próximo ano, precisaremos de mais dois pontos de concentração. Será melhor para o público, que poderá se movimentar com mais conforto”, disse.
De acordo com Buda, pelo menos 70 mil pessoas se espremeram entre as duas concentrações, animadas por DJs que não só tocaram marchinhas e frevos como ressuscitaram hits bregas ao estilo “Mercedão vermelho”, de Maurício Reis, e “Ela me deixou e foi morar com o guarda”, de Elino Julião.
Um dos participantes da festa foi o artista plástico Jocemar Chaves, figura tradicional do Carnaval pessoense. “Eu brinco desde que tinha quatro anos de idade. O Carnaval é uma maravilha!”, disse o folião, com 80 anos e muita disposição para a festa. O segredo para tanta energia? “Não fumo, não bebo, não me preocupo com a vida alheia e não compro fiado”, receitou Jocemar, um dos destaques da Escola Império do Samba, que este ano homenageia o bairro do Roger, onde ele sempre morou.
Secom-JP
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